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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Concurso Internacional de Coros de São Lourenço - Minas Gerais - Brasil

Título do Evento: I Concurso Internacional de Coros AMERIDE - São Lourenço - Brasil

Entidade Organizadora:  Fundación AMERIDE - Venezuela

Ano: 2011


Componentes:

Sopranos: Giana Araujo, Lina Santoro, Lívia Natividade 

Contraltos: Ana Luisa Gouvêa, Flávia Rodrigues, Márcia Godinho

Tenores: Guilherme Campos, Gustavo Campos, Jerônimo Menezes

Baixos: Eduardo Fraga, Ricardo Fraga, Roberto Fabri







Após diversas experiências em outros países, finalmente poderíamos participar de um concurso coral internacional dentro do nosso próprio país. Fazia tempo que os grandes concursos nacionais não aconteciam mais. 




Foi preciso que a fundação venezuelana AMERIDE, com a experiência e a tradição do canto coral naquele país viesse aqui e organizasse um concurso nos moldes e no padrão internacional. 








De modo surpreendente para um primeiro concurso, tivemos a presença de ótimos coros de diversos e representativos países latino-americanos, incluindo Argentina, México, Uruguai, Venezuela, Colômbia ... 




São Lourenço já era palco tradicional de diversos festivais e cursos na área do canto e direção coral, e sua tradição atraiu muita gente boa ao concurso internacional.













No ano anterior, já tínhamos participado, como coro convidado, do Seminário de Regência coral, promovido pela mesma instituição, e nossa participação no concurso foi bem tranquila, já que, literalmente, nos sentíamos em casa ali. 





Apesar do afastamento temporário de alguns dos nossos cantores, fomos a São Lourenço com a espinha dorsal do  grupo que competiu em Trelew. Ganhamos o reforço de Duda e Giana, que não puderam ir à Patagônia dois anos antes, mas que já participavam ativamente dos demais eventos do grupo.









Cantamos com três componentes em cada naipe, e Jero compondo a naipe de tenores. Ousamos no repertório, onde algumas composições foram cantadas praticamente com cada componente sendo responsável por uma linha musical (uma voz). 


Com as experiências adquiridas anteriormente, cantamos na parte competitiva do concurso, como se estivéssemos nos apresentando em Niterói, para um público caseiro. 




O resultado foi a conquista da medalha de ouro e o nosso reencontro com prêmios internacionais, após abstinência de prêmios nos dois últimos concursos. 











Apesar do pequeno número de componentes, a parte musical foi precisa: afinação e execução sem erros, e uma forte qualidade interpretativa no repertório proposto.






A técnica vocal contínua, competentemente conduzida por Lina, proporcionou uma timbragem perfeita e um ótimo volume sonoro, apesar do pequeno tamanho do nosso coro. 










Dentre outras peças, fizemos uma antológica interpretação de Garota de Ipanema (Arr. de Clóvis Pereira), que levantou a platéia. 












Saímos do concurso com enorme satisfação de dever cumprido. Fizemos diversos concertos não competitivos por lá, com uma bela apresentação ao ar livre no "Teatro de bambu".



Também viajamos de Maria Fumaça com os outros grupos, curtimos muito a natureza e a beleza das montanhas mineiras, o parque das águas, a tradicional culinária do sul de Minas, e belíssimos dias ensolarados. 



Foi uma viagem para refazer as energias e reposicionar o Boca no caminho das vitórias em concursos internacionais.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

concurso Internacional de coros Trelew - Patagônia - Argentina - Setembro de 2003

Título do Evento: VI Certamen Internacional de Coros de Trelew - Argentina

Entidade Organizadora: Fundación CIC
Ano: 2003

Componentes:
Sopranos: Lina Santoro, Marina Cyrino, Silvia Gonzalez
Contraltos: Ana Luisa Gouvêa, Celina França,  Márcia Godinho
Tenores: Amilcar de Castro, Guilherme Campos, Gustavo Campos
Baixos: Ricardo Fraga, Roberto Fabri



Nossa história nos concursos internacionais se inicia em Trelew - Chubut, na Patagônia argentina. Um dos mais tradicionais concursos latino-americanos de coros, o concurso de Trelew foi marcante na trajetória do Boca Que Usa. Ainda um coro inexperiente, sentimos pela primeira vez o prazer e a responsabilidade de defender a música brasileira em um concurso dessa envergadura. 








A adrenalina ao cantar nosso repertório, a reação da platéia, dos jurados e dos demais corais foi fator determinante para entendermos que nosso caminho musical já estava começando a ser traçado.











Mesmo ainda inexperientes, tivemos muito boas críticas na imprensa local e de diversos músicos importantes como os maestros Daniel Garavano (organizador), Nestor Andrenacci, com quem fizemos um maravilhoso curso de interpretação coral de tangos argentinos, e Oscar Escalada, grande personagem e querido amigo do Boca, e que, nós encontraríamos mais adiante, no concurso de La Plata.


Fizemos importantes concertos em cidades como Puerto Madryn, Trelew e Rawson e tivemos nosso primeiro grande contato com a forte música coral argentina e seus competentes coros. Eles nos serviram de inspiração e modelo por muitos anos. O encontro com a estupenda natureza patagônica também foi marcante. 











As pinguineiras, as baleias, a paisagem árida e gélida, a maravilhosa hospitalidade dos anfitriões argentinos, a ótima comida local e os bons vinhos argentinos povoaram por muito tempo nossas conversas pós-ensaios.












Mesmo não ganhando prêmios, cumprimos nossa proposta inicial de ver e aprender. Após nosso retorno, tínhamos uma certeza: queríamos sentir novamente na pele aquela sensação mágica que exalava da atmosfera dos concursos corais.